Gestão de Eventos - Centro Paulo Freire, VIII Colóquio Internacional Paulo Freire

Tamanho da fonte: 
OS DIREITOS HUMANOS E O MODELO DE EDUCAÇÃO POPULAR FREIREANO
Paulo Sérgio Gomes Soares

Última alteração: 28-08-2013

Resumo


O problema tratado neste artigo evidencia um dilema quanto aos princípios que instituem a ordem pública, a saber, como fazer com que as demandas socioculturais das comunidades históricas, minorias e entidades civis, com seus interesses e valores específicos, sejam incluídas como “liberdades positivas” no processo democrático. As propostas para a resolução do dilema evidenciam a disputa entre liberais e comunitaristas na forma como essas demandas podem ser incluídas. Os liberais defendem o princípio de igualdade formal, que prima pelos direitos individuais, e os comunitaristas defendem as reivindicações por reconhecimento dos grupos culturais, mostrando as contradições presentes na organização social. O objetivo central deste artigo é trazer o debate entre estes dois modelos de teoria social, com interesses e discursos divergentes, para o contexto da educação popular, procurando atualizar o pensamento de Paulo Freire com o enfoque comunitarista. Freire trabalha com a ideia de uma natureza humana essencial, um télos, - a vocação para a liberdade diante da condição humana de “ser inacabado” -, cujas raízes históricas remontam a tradição aristotélica e hegeliana, fator que nos permite estabelecer um vínculo teórico com os princípios comunitaristas definidos por Charles Taylor (2005) e Alasdair MacIntyre (2001). Procuramos mostrar em que medida a educação popular freireana, atualizada sob este enfoque teórico, pode contribuir com o fortalecimento da soberania popular e influenciar as políticas públicas no compromisso político com as demandas socioculturais dos diferentes grupos, dentro de uma variada gama de interesses e valores.

Palavras-chave


Educação Popular; Comunitarismo; Liberalismo

Texto completo: Resumo  |  Trabalho